20/10/2018

Capítulo 1 Parte II - Dos Játakas ao Mahayana – O Nascimento do Bodhisattva ジャータカから大乗へ ― 菩薩の誕生



Texto: Rev. Futoshi Takehashi
Tradução e notas: Sayuri Tyō Jun
In: Shinran


Após o falecimento do Buda Shakyamuni, a história do seu Caminho de Salvação foi expandida em forma de narrativas compostas pela sua biografia e uma série de relatos chamados de Játakas. Os Játakas estão contidos nos Ágamas em páli, na parte Khuddaka-Nikāya [1]. Pesquisadores acreditam que foram organizados cerca de 200 anos após o falecimento do Buda.


Nota da tradutora [1]: Khuddaka-Nikāya (japonês: Shôbu 小部) “Coleção de Textos Curtos” ou “Coleção Menor”. Pertence a quinta e última parte do Sutta Pitaka. É uma coletânea de dezenove livros contendo Sutras, versos e fragmentos de ensinamentos do Dharma. Este Nikāya versa sobre vários tópicos atribuídos ao Buda e seus principais discípulos.


            A palavra “Játaka” tem o significado de ‘relativo ao nascimento’. É o “recipiente”[2] que contém a história da visão de mundo dos indianos da época: A Roda dos Nascimentos-e-Mortes que contempla o renascimento após a morte. Os Játakas desenvolveram-se como histórias que remontam às vidas passadas do Buda. Não se trata da narrativa das origens de como o Buda Shakyamuni tornou-se um Buda, trata-se da sua vida apenas como Siddhartha Gautama e a descrição de suas origens e desenvolvimento remontados à sua época, expressando a profundidade do Satori (Iluminação) do Buda Shakyamuni, e seu significado ao longo dos tempos. Os Játakas expressam também a louvação daqueles que se encontraram e obtiveram a salvação através dos Ensinamentos do Buda Shakyamuni assim como o profundo significado da aspiração do encontro com o próprio Buda, impossível atualmente.


Nota da tradutora [2]: O autor refere-se à palavra “Pitaka” que significa cesto, como recipiente que continha os escritos budistas. 


Nos Játakas contam-se histórias do Buda Shakyamuni como rei dos macacos, coelho e cervo dourado, assim como rei, ministro ou comerciante. Porém, em todas essas manifestações ele é chamado de Bodhisattva. A palavra “Bosatsu” 菩薩 em japonês é a pronúncia nipônica da palavra sânscrita bodhi-sattva, uma palavra composta que pode ser traduzida como Satori (Iluminação) e Seres Viventes - Seres Sencientes. A expressão “aquele que busca o Satori”, no início era usada apenas para referir-se ao Buda Shakyamuni em suas vidas passadas. Mais tarde essa expressão passou a designar todos aqueles que se tornariam Budas, possuindo o significado de “aqueles que necessariamente alcançarão a Iluminação” ou que “decidiram-se pela obtenção da Iluminação”. Mais tarde, o Budismo Mahayana passou a indicar como Bodhisattva, todos “aqueles que procuram tornar-se Buda”, abrangendo os seres viventes que percorrem o Caminho Búdico, buscando o Satori, ou seja, todos os seres viventes que despertaram o coração para o “Mujôshôtôgaku” (無上正等覚), o “anuttara-samyak-sambodhi” (a mais alta e insuperável Iluminação Búdica).

            O modelo do Caminho de Salvação [3] para aqueles que deram início ao Budismo Mahayana baseava-se no Buda Shakyamuni antes de tornar-se Buda, como um Bodhisattva percorrendo o Caminho e naqueles que se tornaram Budas obtendo o mesmo tipo de encontro que Shakyamuni teve para tornar-se o Buda. Assim, todos aqueles que buscavam tornarem-se Budas, passaram a ser chamados de Bodhisattvas. O Bodhisattva, antes de tudo, deve desenvolver o “Hosshin” [4] ou seja, aspirar a realização da Iluminação Búdica, estabelecer seus Votos, encontrar-se com um Buda e junto a ele realizar suas práticas para então tornar-se um novo Buda. E o local para a realização dessas práticas é a Terra Búdica [5] do Buda com quem o Bodhisattva encontrou-se. E ao tornar-se um Buda, estabelece-se simultaneamente, a sua própria Terra Búdica onde passa a reger como um novo Buda.


Notas da tradutora: [3] Caminho da Salvação (Gudô求道) como busca do Caminho Búdico para se obter o Satori, para tornar-se um Buda.

[4] Hosshin 発心 Aspiração à realização da Iluminação búdica. Despertar do “Bodaishin” 菩提心 ou Mente Búdica.

[5] Terra Búdica, Butsudo 仏土 em japonês, Ksetra em sânscrito, na visão indiana trata-se de um campo, um local onde reina um Buda.


            Este modelo podemos ver descrito no Sutra da Vida Imensurável (Muryôju-kyô 無量寿経) [1] onde se configura a história do Bodhisattva Dharmakara (em japonês: Hôzô Bosatsu 法蔵菩薩). Dharmakara é o nome do Bodhisattva enquanto praticante e antes de tornar-se o Buda Amida. Se nos basearmos somente na história de Dharmakara que estabeleceu seu Voto Universal e depois construiu sua Terra Búdica - e ainda podemos incluir aqui o Ir-Nascer na Terra Búdica -, somos levados a pensar nesta configuração como única e exclusiva dos Ensinamentos da Terra Pura. No entanto, este é somente um dos Caminhos de Salvação dos Bodhisattvas do Budismo Mahayana em geral.


Nota do autor [1]: O Sutra da Vida Imensurável em sua tradução chinesa é uma compilação das várias traduções do original sânscrito. 


Por exemplo, em Sutras como o Prajnaparamita (般若経 Hannya-Kyô em japonês), em seu volume final é narrada a busca pela Sabedoria do Buda, ou seja, a busca do Prajnaparamita (Sabedoria Transcendental) pelo Bodhisattva Sadaprarudita descrevendo a história do seu Caminho de Salvação:


 “Aqueles que ambicionam tornarem-se Budas rapidamente, devem simplesmente, neste instante, almejar a Sabedoria Transcendental – Prajnaparamita, como a buscou Sadaprarudita-bodhisattva [6] na Terra Búdica do Tathagata Bhismagarjita-nirghosasvara [7], distante além de 63 bilhões de Terras Búdicas em direção ao zênite. ”


Notas da tradutora [6]: Sadaprarudita-bodhisattva (em japonês: Jôtai Bosatsu 常啼菩薩), é considerado o protetor do Mahaprajnaparamita-sutra (大般若経 Daihannya-kyô). Seu nome significa ‘aquele que sempre lamenta’, em referência à sua grande compaixão por todos os seres viventes. Segundo o Mahā-prajñāpāramitā-śāstra (em japonês: Daichidoron 大智度論) escrito por Nagarjuna, quando Sadaprarudita-bodhisattva iniciou sua viagem em busca da Sabedoria Transcedental-Prajnaparamita, o Bodhisattva chorou, vendo e compadecendo-se do sofrimento dos seres viventes, recebendo assim seu nome.

[7]:  Tathagata Bhismagarjita-nirghosasvara, em japonês: Raion-iô Nyorai 雷音威王如来.


            Depois disso, desenvolve-se a história do Bodhisattva Sadaprarudita em busca do Caminho de Salvação neste Mundo Saha até sua ida para a Terra Búdica do Tathagata Bhismagarjita-nirghosasvara, onde ainda lá permanece. Ele estabeleceu seu Voto Original – Hongan, prosseguiu louvando inúmeros Budas e pensou em obter o Despertar, realizando o Caminho Búdico, mas o Buda Shakyamuni já adentrara no Grande Nirvana. E já estando na ‘Era sem um Buda’ (Mubutsu 無仏), o Bodhisattva entristecido por não poder encontrar-se com o Buda, aos prantos buscou o Caminho. Esta é a origem de seu nome. Neste ponto, o Bodhisattva compreende que para o Buda não há nem passado nem futuro, o Buda é a Verdade e a Realidade por si só. E que a Sabedoria do Buda consiste em saber que todas as coisas são ‘Vazias’, e que isso é que significa obter a Sabedoria Transcendental – Prajnaparamita.  É tido que “Quando não há mais Budas, é o momento de se encontrar com o Buda” e que isso equivale à obtenção da Sabedoria Transcendental – Prajnaparamita.

      Assim, o Sutra Prajnaparamita revela o significado da realização da Sabedoria Transcendental pelo Bodhisattva, e que vem a ser o embasamento do ‘Estado de Não-Retrocesso’[8] ou seja, a garantia da plena realização do Caminho Búdico. Não estando de acordo com o Prajnaparamita, ocorre o retrocesso, ou seja, perde-se o Caminho Búdico. Este é o Sutra que explana a realização pertinente ao Caminho do Bodhisattva. E ainda de acordo com este Sutra, Bodhisattvas que obtiveram a Sabedoria Transcendental-Prajnaparamita, estão agora em outras Terras Búdicas. Se o Bodhisattva completar suas práticas, ele mesmo terá sua própria Terra Búdica.


Nota da tradutora [8]: Estado de Não-Retrocesso em japonês: Futaiten 不退転 e em sânscrito: avinivartanīya. Estado alcançado durante o processo de prática em que não se decai para o estágio anterior, quando não se perde mais as graças atingidas.


      Assim, a Terra Búdica possui dois significados: O de uma Terra, um local para se tornar um Buda e a Terra Búdica que se consolida quando o Bodhisattva se torna Buda. Desta maneira, tanto o Voto Original como a Terra Búdica são fatores imprescindíveis para o Caminho do Bodhisattva do Mahayana.

            Gostaria de expor ainda sobre o Shôshinge [2] do Mestre Shinran onde consta:


Nota do autor [2]: O Shôshinge (Poema da Verdadeira Fé no Nembutsu) é um poema de forma fixa composta pelo Mestre Shinran, que se baseou nos relatos do Grande Sutra da Vida Imensurável, declarando seu louvor aos Sete Patriarcas como Mestres do Ensinamento da Terra Pura que chegaram até ele. Consta no Kyôgyôshinshô (Florilégios de Passagens sobre a Doutrina, a Prática, a Fé e a Realização do Nembutsu), no Volume sobre a Prática, e pensa-se que foi extraído especialmente para fins de recitação.

Subnota da tradutora: Gê em japonês, Gāthā em sânscrito. Mestre Shinran compôs o Shôshinge em forma de poema com métrica fixa de 7 ideogramas em 120 versos.



“O Nome fundamentado no Voto Original é o ato que garante a Reta Segurança;

Ele tem por causa o Voto da Sincera e Serena Fé.

O alcance da Iluminação Equânime e a Realização
do Grande Nirvana

São devidos à concretização do Voto que garante a infalível obtenção da Extinção. ”


            O Nembutsu é a prática que guia as pessoas para o Satori. Tendo o Voto da Sincera e Serena Fé (referente ao Décimo Oitavo Voto dos 48 Votos de Amida, segundo a tradução de Samghavarman [9], enunciado no “Sutra da Vida Imensurável Proferido pelo Buda Shakyamuni” [3]) como origem, (nascendo na Terra Pura e neste local) realizar o Despertar (Satori) do Buda e atingir o Grande Nirvana, significam a concretização do Voto que garante a infalível obtenção da Extinção (Décimo Oitavo Voto).


Nota do autor [3]: Doravante este Sutra passa a ser referido como “Sutra da Vida Imensurável Proferido pelo Buda Shakyamuni” (Bu’setsu Muryôju-kyô仏 説無量寿経).

Nota da tradutora [9]: Samghavarman (em japonês: Kô Sôgai 康僧鎧) foi um monge indiano que viveu na época da Dinastia Wei (220-265) um dos tradutores do Sutra da Vida Imensurável (Sukhāvatīvyūha), versão adotada pela Escola Jôdo Shinshû.

*Segundo o Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves, pesquisas recentes apontam para a possibilidade dessa tradução ter sido feita no séc. IV e.C. pelo tradutor indiano Buddhabadra que foi também o tradutor do Sutra da Guirlanda de Flores (Kegon-gyô 華厳経, em japonês; Avatamsaka Sutra, em sânscrito).


Assim, de acordo com os Votos do Bodhisattva Dharmakara (Décimo Oitavo Voto), que nos enseja a obter o Shinjin (信心 Fé Verdadeira), uma vez obtido o Shinjin e o Ir-Nascer na Terra Pura, ocorre a comprovação do cumprimento do Voto de Dharmakara (Décimo Primeiro Voto), o Voto da realização do Grande Nirvana. A Terra Pura torna-se o local de realização do Voto. O significado deste trecho do Shôshinge ainda contém pontos a serem melhor estudados, mas sua composição como uma expressão narrativa é comum para o Budismo Mahayana.

            Desta maneira, o Bodhisattva cumprindo seu Voto, tornando-se um Buda e construindo sua Terra Búdica, significa que ele conseguiu realizar o Caminho do Bodhisattva e assim por sua vez, da mesma maneira como ele foi acolhido por um Buda em sua Terra Búdica, ele deve oferecer a sua Terra Búdica para os próximos Bodhisattvas. Este processo é comum na constituição dos Votos Originais de todos os Bodhisattvas. Essa é a completa realização do “Jiri-Rita” 自利利他 [10].


Nota da Tradutora [10]: “Jiri” 自利 é a busca pela Iluminação para benefício próprio. O oposto é “Rita 利他”, ou seja, oferecer esta Iluminação para o benefício de todos os seres sencientes. A harmonia entre o “Jiri” e o “Rita” é o objetivo do Mahayana, ou seja, obter a própria Iluminação beneficiando-se a si mesmo e consequentemente beneficiar todos os demais seres. O Mestre Shinran cita o “Jiri-Rita自 利利他” no Jôdo Wasan: “Após ter alcançado a Iluminação ou os benefícios do Dharma para si mesmo e dirigindo esses benefícios aos outros seres (Jiri-Rita), reverenciemos as graças proporcionadas pelos meios salvíficos e os adornos da Iluminação. Mesmo a mente, mesmo as palavras não conseguem descrevê-los. Tomemos refúgio em Amida, que é o Sagrado Inefável”.

Para nós fiéis do Jôdo Shinshû, o “Jiri-Rita” significa encontrar-se com o Shinjin (Verdadeira Fé) e transmitir a alegria desse encontro para os demais buscadores.


      De acordo com este significado, para o Budismo Mahayana, o Satori (Iluminação) de um Buda como o do Buda Shakyamuni é a manifestação proposital em forma de Terra Búdica/Terra Pura como um local oferecido a todos os seres sencientes a fim de que possam obter o Nirvana. O fundamento dessa manifestação é chamado de Voto Original, cuja manifestação contínua é o próprio Budismo. Assim, mesmo o Buda Shakyamuni que é considerado como o começo do Budismo, na verdade ele foi atraído e chamado para o Mundo do Satori.  O Buda Shakyamuni enquanto Buscador do Caminho da Salvação, também pode ser considerado como a própria manifestação do Voto Original. E a esta concessão do Poder do Voto Original, é dado o nome de “Ekô” (回向 – Transferência de Méritos). Quanto a este tópico, gostaria de refletir melhor nos capítulos “O Voto Original do Buda Shakyamuni” e “O Voto Original do Bodhisattva segundo o Sutra da Vida Imensurável Proferido pelo Buda Shakyamuni”.

      O Budismo Mahayana como o Budismo para se tornar um Buda, significa o caminho a partir do estabelecimento do Voto Original onde aqueles que se tornaram Bodhisattvas encontrando-se com um Buda, realizam o Caminho do Bodhisattva na Terra Búdica deste Buda e tornando-se ele mesmo um Buda, do mesmo modo como foi guiado, protege e guia novos Bodhisattvas. Buscando a realização de que todas as pessoas se tornem também Budas, no instante que se busca este cumprimento, o trabalho que origina tudo isso, é chamado exatamente de Voto Original. E este Poder do Voto Original, para os que o perceberam trabalhando, atuando exatamente aqui, bem neste momento, é a base para a existência deste “eu”.
 
Jataka's Tales

2 ジャータカから大乗へ ― 菩薩の誕生



釈尊の滅後、その求道が物語として展開されるようになっていった。一つは伝記である仏伝であり、もう一つはジャータカと言われる一連の物語である。ジャータカはパーリ「阿含経」の「小部」に組み入れられているが、成立は少なくとも釈尊滅後二百年ほどは経てからのことであると考えられている。

「ジャータカ」とは「誕生に関すること」という意味の言葉である。それは当時のインドの人々の世界観である生死輪廻(しょうじりんね)・死んでは生まれ変わるというあり方を「入れ物」とした物語である。それは釈尊の過去の生涯に遡るというかたちで展開されている。釈尊が仏になったということを釈尊、ゴータマ・シッダールタとしての生涯だけで、その原因を述べるのではなく、それを遡るかたちで原因と過程が表現されたのである。それは釈尊のさとりの深さと、その意味を時間の長さによって表現したのである。そこには釈尊の教えに出会ってすくわれた人々の釈尊に対する讃仰や、今は会えない釈尊に対する深い意味での憧れが表現されている。

その中で釈尊は猿の王やウサギ、金色の鹿などの物語であったり、王や大臣、商人などであったりしている。しかし、すべて「菩薩」と呼ばれている。菩薩とはサンスクリットbodhi-sattvaボーディ・サットヴァの音写語である。「さとり」と「衆生・有情」と訳される言葉の合成語である。「さとりを求める者」であって、最初は釈尊の前生においてのみ使われた言葉であるから、後に仏となる「さとるべき者」「さとりを得るに決定している者」という意味を持っている。後の大乗仏教に至っては、「仏になろうとする者」すべてを指すようになる。仏道を行く衆生、無上正等覚(むじょうしょうとうがく)に心を発(お)こした衆生の一切を「さとりを求める者」として指すのである。

            この仏になる前の釈尊、道を行く者「菩薩」が、釈尊が出会ったものに出会って仏になる者たち、大乗仏教を始めた者たちの求道の原型となったのである。仏になることを求めるものはみな「菩薩」と呼ばれるようになっていった。その菩薩はまず発心し、願を建て、仏に出会って、そこで修行し、仏となる。修行をする場所が出会った仏の仏土であるし、仏となると同時に完成するのがその仏となったものの仏土である。 

            このかたちが『無量寿経』<*サンスクリット本や、漢訳された無量寿経類を含めて『無量寿経』とする> の法蔵菩薩の物語に見られる。法蔵菩薩とは阿弥陀如来の仏となる以前の修行者としての名前である。その物語によって誓願と仏土の建立、あるいは仏土への往生というかたちが「浄土教」特有のものであるかのように考えられている。しかし、それは大乗仏教一般の菩薩の求道(ぐどう)のあり方の一つなのである。

たとえば『般若経はんにゃぎょう』などでは、その最後に仏の智慧である般若波羅蜜(はんにゃはらみつ)(最高の智慧)を実際に求める者として巻末にサダープラルディタ(常啼じょうたい)菩薩の求道物語が付されている。

すみやかに仏になろうと欲う者は、ただ今、上方に六百三十億の仏の国土を過ぎたところにある、雷音威王(らいおんいおう)如来の国土にいる常啼菩薩のように般若波羅蜜を求めるがよい。

      この後、彼が現在住んでいる雷音威王如来の仏土に行くまでの、この娑婆世界での求道の物語が展開される。彼は「本願」を建て、数多くの仏に供養し続け、仏道を得ようと思ったが、現在は釈尊が涅槃に入られて、「無仏」のときである。仏に出会うことができないことを悲しみ、啼きながら道を求めた。それが彼の名前の由来である。そこで彼は、仏とは去ることも行くことも無い真実そのものであるのを知る。それは、一切は空であることを知る仏の智慧、般若波羅蜜を得ることである。「無仏のときに仏に出会うということ」が「般若波羅蜜を得ること」とされている。

            『般若経』はこのように菩薩の実践における般若波羅蜜の意味をあかし、それを「不退転=仏道を完成することができるという保証」の根拠にする。般若波羅蜜に拠らなければ退転する、つまり、仏道を失うのである。それは菩薩道における実践のあり方を述べた経典である。その経典においても般若波羅蜜を得た菩薩が現在、他方の仏土にいると説かれているのである。彼が修行を完成すれば彼自身が仏土を持つことになる。

      このように仏土には「仏となるための土」という意味と、その菩薩が仏となったときに完成する「仏の国土」という二つの意味がある。このように「本願と仏土」というのは大乗菩薩道においては必要不欠なものである。

      後にも述べたいが親鸞の「正信偈」にも次のようにある。

<*「正信偈」とは親鸞が『大無量寿経』に拠る記述と、七高僧と呼ばれる親鸞にいたるまでの浄土教の先輩たちへの讃仰を述べた、偈(定型の詩)である。『教行信証』「行巻」にあるが、特に読誦するために抜きだされたと考えられている。>



      本願名号正定業 本願の名号は正定の業なり。

      至心信楽願為因 至心信楽の願を因とす。

      成等覚証大涅槃 等覚を成り大涅槃を証するは、

      必至滅度願成就 必至滅度の願成就なり。

お念仏こそが人をさとりに導く業である。至心信楽の願(康僧鎧こう そうがい訳『仏説無量寿経』<*以下、この経典を『仏説無量寿経』と記す。> に説かれる四十八の願の第十八の願)を因として、(浄土に生まれ、そこで)仏の覚りを成就し、大涅槃を証(さと)るということは、必至滅度の願(第十一の願)の成就ということを意味する。

            つまり私たちに信心を獲させようという法蔵の願い(第十八の願)によって、私たちは信心を獲て、その浄土へ往生し、そこで大般涅槃を証らせるという法蔵の願い(第十一の願)が果たされるのである。浄土がその場所となるのである。「正信偈」のこの部分の意味は、いまだ検討すべき点が残っているが、物語的表現としての構成はそのまま大乗仏教共通のものである。        

            つまり、菩薩が願を成就し、仏になって国土を建立するということは、自分が菩薩行を行うことができた仏土が、他の仏によって与えられたように、次の菩薩たちに今度は自分が仏土を与えるということである。それが菩薩の本願が共通して持つ構成なのである。それが自利利他の完成なのである。

                そういう意味では、大乗仏教においては、仏・釈尊のさとりが、仏土・浄土として衆生に涅槃を得させるために、その場所を提供するために、わざわざ、表現されたということになる。その表現の根拠が本願と名づけられたのである。それが連読して表現し続けられるということが仏教そのものである。始まりとされる釈尊も実はさとりの世界に誘引されたということになる。釈尊をも求道者となしたもの、それが本願であるということができよう。この力が与えられることが「回向」という言葉で語れる事柄である。これについては「釈尊の本願」「『仏説無量寿経』における菩薩と本願」の章で考察したい。

      大乗仏教は仏になる仏教であるということは、発願し、菩薩となったものが、仏とであい、その仏の仏土で菩薩行を行い、仏となっては自分が導かれたように自らの仏土において菩薩たちを護持養育するということなのである。すべての人が仏になろうとしている。そしてそれを果たそうとするときに、その根源なるものとしてはたらいているもの、それがまさに本願と名づけられているのである。その力に気付いたものには、今まさにここではたらき、その「わたし」の存在の根拠となっているのである。




30/09/2018

Capítulo 1 Parte I - O Budismo Mahayana é o Budismo para tornar-se um Buda – O Caminho do Bodhisattva e o Hongan (Voto Original) 大乗仏教は仏となる仏教である ― 菩薩道と本願


Capítulo 1 Parte I - O Budismo Mahayana é o Budismo para tornar-se um Buda – O Caminho do Bodhisattva e o Hongan (Voto Original)



Texto: Rev. Futoshi Takehashi

Tradução e subnotas: Sayuri Tyō Jun

In: Shinran

            Antes de tratarmos diretamente sobre o que é o Hongan (本願 Voto Original), primeiro é preciso desfazer um equívoco, é uma questão muito básica, mas de suma importância. Tanto o “Hongan” (本願 Voto Original) e o “Jôdo” (浄土 Terra Pura) e o consequente “Ôjô” (往生 Ir-Nascer na Terra Pura) não são expressões únicas e originais de uma corrente específica do Budismo Mahayana chamado de Terra Pura. Os conceitos de Hongan e de “Butsudo” (仏土Terra Búdica) são premissas do Budismo Mahayana. Essa proposição surge a partir da afirmação de que o Budismo Mahayana é o Caminho Búdico percorrido pelos Bodhisattvas. Assim, manifestar em forma de “Seigan” (誓願
Voto Universal) o anseio de desencadear o despertar da consciência para a Iluminação de todos os seres viventes; tornar-se um Bodhisattva para realizar todas as práticas tendo um Buda como Mestre; tornar-se ele mesmo um Buda e obter a total realização e construir sua própria Terra Pura – é o Caminho do Bodhisattva.

Desta maneira o Budismo Mahayana desenvolveu-se como “Budismo para tornar-se um Buda”. Sobre esse desenvolvimento é possível pensar-se da seguinte maneira: Primeiramente, durante a vida do Buda Shakyamuni, as Três Joias – O Buda, o Dharma e o Sangha, eram reais. Shakyamuni era o Buda, o Buda que encontrou-se com o Dharma, personificando-o. Quem quisesse buscar o Caminho Búdico, bastava encontrar-se diretamente com o Buda Shakyamuni e tornar-se seu discípulo. Assim obtinha-se tanto a Salvação como o Satori (Iluminação) como uma coisa só.

Após o falecimento do Buda [1], os discípulos sucederam o Sangha, que se dividiu em vários grupos. Durante o governo do Rei Ashoka (metade final do século III a.C) os Ensinamentos do Buda propagaram-se por toda Índia e Sri Lanka, onde houve pedidos de tradução e difusão, nascendo assim os condicionamentos favoráveis para o surgimento de uma nova expressão adaptada às diferenças culturais e de linguagem. Outro ponto decisivo foi o surgimento de muitas vozes que se elevavam desejosos de encontrarem-se com Buda Shakyamuni. Isso está claramente expresso nos Sutras do Mahayana relatando o período inicial que o Buda viveu. Nascia o despertar para a conscientização dos “Tempos sem Buda” ou “Mubutsu” (無仏). Dentro disso, de qualquer maneira, eram os seguidores do Sthaviravāda que mantiveram o modo de vida dos discípulos em conformidade com os preceitos do Buda. Posteriormente, passaram a ser chamados de Hinayana (Pequeno Veículo) em tom de crítica. Atualmente restam no Sri Lanka e sudeste asiático um Budismo que segue o fluxo da tradição antiga.



Nota do autor [1]: O falecimento do Buda Shakyamuni (Nyûmetsu 入滅), a entrada no Grande Nirvana (Hatsu Nehan 般涅槃): Para a maioria dos pesquisadores ocidentais que se apoiam em escritos históricos dos séculos IV e V do Sri Lanka, o falecimento do Buda teria ocorrido no ano 485 a.C. E em Hajime Nakamura, que se baseia em documentos traduzidos na China no século VI, que determinam o falecimento do Buda no ano 386 a.C. Ambas datações têm forte apoio entre os pesquisadores e nenhuma teoria consagrou-se como vigente. Esse hiato, enquanto não forem encontradas evidências arqueológicas e dados de pesquisa incontestáveis, não será preenchido. Mas ambas datações se determinaram a partir das anotações de um emissário do Rei Ashoka, documentados pelo Império Romano. Quase não existem registros históricos dessa época na Índia, portanto trata-se de uma divergência de difícil resolução.


            Inicia-se assim, o movimento de tentativa de esclarecimento do que seria a Salvação e o Satori (Iluminação) segundo o Buda Shakyamuni, e assim buscar a realização da Iluminação por si mesmo. Isso deve ter ocorrido também, no desenvolvimento do Budismo Sthaviravāda. De acordo com as pesquisas atuais [2], há vestígios que corroboram a coexistência do Budismo Sthaviravāda e do Budismo Mahayana que podem ser vistos através dos registros dos monges da China que visitaram a Índia. 


 Nota do autor [2]: Atualmente existem pesquisas que comprovam a existência de imagens budistas Mahayana dentro de mosteiros Sthaviravāda. E ainda, mesmo pela análise da evolução doutrinária, como seria possível a composição dos Sutras Mahayana sem antes ter passado pelo Budismo Sthaviravāda? E pode-se ver nas obras Kôsô Hokkenden 高僧法顕伝 de Hokken 法顕 [1] e Daitô Saiiki-ki 大唐西域記 de Genjô 玄奘 [2], relatos de estudos comparados entre o Mahayana e o Hinayana nos mosteiros.



Notas da tradutora: [1] Hokken (337-422) ou Fa-Hien, foi um monge chinês que saiu de Chang’an em 399 aos 60 anos de idade, atravessando o deserto de Taklamakan, as montanhas Pamir até o Punjab alcançando o Ganges e indo até o Sri Lanka, retornando à China por via marítima em 413. Sua obra Kôsô Hokkenden ou Bukkoku-ki 仏国記, trata dos relatos dessa sua viagem. Traduziu vários Sutras para o chinês, como o Makasô Giritsu 摩訶僧祇律 e Daihatsu Naio-kyô 大般泥洹経.

[2] Genjô ou Sanzô Hôshi 三蔵法師 Xuanzang ou Hsuan-tsang (602-664) foi monge e tradutor chinês. Partiu em 629 para a Índia, retornando em 645 portando imagens sagradas e 657 Sutras. Patriarca da Escola Hôsô-Shû. Sua obra Daitô Saiiki-ki foi a base de inspiração para a obra Jornada ao Oeste.


      Ou seja, eram movimentos que visavam encontrar-se por si mesmo com o que o próprio Buda Shakyamuni se encontrou, e trilhar o mesmo caminho. Portanto significa a evolução do Budismo daqueles que visavam tornar-se discípulos do Buda, para o Budismo daqueles que buscam eles próprios tornarem-se Buda. Penso que isso ao longo do tempo, pelo contrário, foi uma tentativa de reaproximação com os fundamentos originais do Budismo.

      Colocando de outro modo, se há salvação, a causa original é o Dharma.  Mesmo considerando-se o encontro com o Dharma através das palavras do Buda Shakyamuni, esse encontro pode ocorrer de incontáveis maneiras. Essa nova forma de expressão é que era contida nos Sutras do Mahayana. Dentro dessas palavras deixadas pelo Buda Shakyamuni, o próprio Dharma ali expressado, penso que pode ser considerado uma nova evolução.

            Aqui, gostaria de fazer uma confirmação relativa aos Sutras. Uma vez finalizado um Sutra, mesmo assim não era prontamente levado à transmissão.  Logo após o falecimento do Buda Shakyamuni, ocorreu um concílio para reunir-se as regras (resoluções acerca da vida monástica) e os Ensinamentos em forma de Sutras. O concílio foi patrocinado pelo Rei Ajase sob comando de Mahakashapa
大迦葉 Daikashô em japonêsque centralizou os trabalhos.  Ananda foi o principal responsável pelos trabalhos de reunião dos Sutras. Como primo do Buda, era um discípulo Jôzuijikkin 常随昵近 (aquele que se dedica a servir em tempo integral).

Quando o Buda aos 35 anos de idade, logo após o estabelecimento de seu Caminho e passando a pregá-lo, ao voltar para sua terra natal Kapilavastu, algumas pessoas entre elas Ananda e seu irmão Devadatta, abandonaram a vida mundana e tornaram-se seus discípulos. Até o falecimento do Buda, Ananda sempre esteve junto servindo o Buda por mais de 40 anos. Foi ele que estabeleceu a frase: “Assim eu ouvi” (Nyoze-Gamon 如是我聞) iniciando assim a recitação dos Ensinamentos do Buda Shakyamuni que ele mesmo ouviu, recordando-se de cada palavra proferida. Esse foi o alicerce que originou os atuais Ágamas que nos foram transmitidos. Nesse início, não havia transmissão por escrito [3], a transmissão era feita de boca a ouvido, ou seja, era a tradição oral.



Nota do autor [3]: Nós comumente somos levados a pensar que a forma documental escrita é a forma mais segura de transmissão. Mas o recebimento, transmissão e conservação dos ensinamentos é menos propensa a alterações quando é feita por tradição oral. Especialmente o ato de “copiar”, ou seja, reproduzir palavras em letras escritas à mão, são mais suscetíveis de incorporar interpretações do copista, aumentando assim os equívocos na transmissão do Dharma.  Embora atualmente consideramos que as palavras do Buda Shakyamuni estão expressas nas línguas páli e sânscrito, e assim consideradas como as linguagens das escrituras sagradas, já se tratam de traduções.



            Após o falecimento do Buda Shakyamuni, a Ordem dos Sthavira encontrava-se subdividida, e cada qual transmitia conteúdos diferentes dos Ágamas. No primeiro centenário de falecimento do Buda, ocorreu a grande Cisão Original, que dividiu a Ordem em dois grandes grupos, e 100 anos depois, já existiam mais de 20 grupos Sthavira. Atualmente há maior coerência na afirmação de que entre 150 a 250 anos após o falecimento do Buda, os Ensinamentos que foram levados para o Sri Lanka na época do Rei Ashoka é que podem ser considerados como originais, e é o que nos chegou como Ágamas em língua páli. Nestas alturas, não se sabe se existiam em alguma forma de texto. Até então pensa-se que só havia transmissão oral dos Ensinamentos. De todo modo, atualmente são feitas pesquisas para comprovação do que seria mais antigo, racional e historicamente próximo das palavras proferidas pelo Buda, pois não há nada que possa ser concluído como sendo um ensinamento enunciado diretamente pelo Buda.

            Enquanto isso, através da história constata-se que o Satori do Buda, o encontro com o Buda e o Dharma e todo universo deste Satori, é que originaram novos Sutras.

Este é o movimento do Budismo Mahayana. Pensa-se que isso ocorreu entre o final da era pré-cristã e o primeiro século da era comum. Após o falecimento do Buda, 400 ou 500 anos se passaram até o nascimento desta nova tradição, de onde nasceu também os Ensinamentos da Terra Pura – Jôdo.

            Bem, para a apresentação deste novo Budismo - o Budismo Mahayana, devemos remontar ao passado, para uma categoria anterior que é a época dos Jatakas, que gostaria de examinar a seguir.






1 大乗仏教は仏となる仏教である ― 菩薩道と本願



「本願とは」ということに直接触れる前に、まず、ここで一つ誤解を解いておかなければならない。大変基本的で、しかも重要な問題である。「本願」と「浄土」、そしてその「浄土へ往生」という表現は、浄土教という大乗仏教の中の一つの流れに独自なものではないということ、つまり大乗仏教である以上は本願と浄土(仏土)ということが前提となっているということである。

それは「菩薩」が道を行くという仏道のあり方が大乗仏教であることによって起こる事柄である。衆生が発心し、それを誓願として発現し、菩薩となり、師である仏の下で修行し、成仏し、自らの仏土を建てるというかたちで完成するのが菩薩道である。

            このように大乗仏教は「仏となる仏教」として展開した。それは次のように考えられないであろうか。まず釈尊在世中は仏・法・僧の三宝は実体的にも存在していた。釈尊は仏である。つまり法に出会ってそれを体現した者である。仏道を求めるものは釈尊に直接会って仏弟子になればよかったのである。そこにはすくいもさとりも一つのものとして得られたのである。

釈尊の滅後 <*釈尊の入滅(般涅槃)は欧米の学者の多くが支持している記元前四八五年というスリランカに伝わる歴史書(四、五世紀成立)による説と、記元前三八三年(中村元説)という中国で訳された論書(六世紀訳)による説がある。どちらも強い支持があって定説になっていない。この溝はよほど確実な新しい考古学的、歴史学的資料見つからない限り埋まりそうもない。どちらもその年代質出には、アショーカ王の使者の記事がローマ帝国の歴史書に載っていることから質出された年代なのである。インドにおいては当時の歴史の記録はほとんど無く、解決因難な問題である。>

弟子たちに教団は受け継がれた。その教団はいくつにも分かれていった。教えそのものもアショーカ王の統治(紀元前三世紀後半)などを通して全インド、スリランカなどに広がっていた。そこには翻訳や、伝播による新しい表現への要請があったであろう。文化・ことばの違いは新しい表現を生む縁になったであろう。もう一つ決定的なのは「仏(釈尊)に会いたい」という声がでてきたことである。それはご初期の大乗経典にも、はっきりと説かれている。無仏の時代という自覚が生まれていたのである。その中で、あくまでも釈尊のことばによって、仏弟子としての生活を続けるのが部派仏教の徒である。以前はそれを小乗仏教と批判を込めて呼んでいた。現在、スリランカや東南アジアに残る仏教がその流れを汲むものである。

            それに対して、釈尊のすくい、さとりとは何かを明らかにしようとし、それを実際に自分でさとろうという動きが現れてきた。それは部派仏教の進展の中にもあったであろう。最近の研究では部派仏教と大乗仏教の共存の跡が確認されるようになっている、それは中国からインドに訪れた僧侶たちの記録にも見られる。

            <*最近では部派の僧院の中に大乗の仏像が確認できるという研究などがなされている。また、教義学の展開から言っても、部派仏教によく通

じたものでなければ、大乗の経典は作ることはできないのではないだろうか。また法顕の高僧法顕伝や玄奘(げんじょう)の『大唐西域記』には大乗小乗をや兼学する僧院についての記述が見られる。>

      つまり自らも釈尊の出会ったものに出会い、同じ道を行くということが表現されるようになっていったのである。つまり仏弟子になる仏教から、仏となる仏教へと展開したということである。それは年月を経ることによって、逆に根源的なものへの接近が図られたということができると思う。

      逆に言えば、すくいというものがあれば、それをもたらしたものが法であるということである。それは釈尊のことばから出会うということはあったにしても、その出会い方は無数であろう。それが新たに表現されるようになっていったのが大乗の経典である。それは残された釈尊のことばのなかに表現されている法が、それ自身において、新たな展開をしたということもできるのではないだろうか。     

ここで「経典」について確認しておきたい。経典は一度でき上っても、そのまま固定されて伝承されてきたものではなかった。釈尊の滅後すぐに経典と律(教団の生活の決まり)の編集会議が開かれたと伝えられている。阿闍世王がそれを後援し、大迦葉(だいかしょう)が教団の中心となってその事業を行ったとされている。経典編纂の中心になったのが釈尊のいとこの阿難である。彼は常随昵近(じょうずいじっきん)の弟子と言われる。

釈尊が三十五歳での成道後間もなく、故郷のカピラヴァストゥに帰ったとき兄弟の提婆達多などとともに出家し、それ以降は釈尊が亡くなるまで、おそらくは四十年余り、常に身近に仕えていたと言われている。彼が「私はこのように聞きました=如是我聞」と言ってから聞き覚えている釈尊の教えを誦したのである。それが「阿含経」として現在伝えられているものの基礎となった。それは最初は文字にされることなく、口伝え(口承)されていた。

<*私たちは文書になったものの方が、確実に伝承されると考えがちであるが、口承の方が伝持上の変化は少ないようである。特に「写す」という行為においては、文字を手で書写する方が、その人の解釈が入りやすい分、情報の誤伝は、多かったと考えられる。しかも釈尊のことばも今はパーリやサンスクリットという聖典語になっているが、これらは翻訳されたものであると考えられている。>

            釈尊の滅後、いくつもの部派に分かれていった教団が、それぞれ違った内容の「阿含経」を伝持していった。釈尊の滅後百年に「根本分裂」によって教団は大きく二つに、それから百年ほどを経て、二十あまりの部派に分かれていった。今見られるもので、もっともまとまったものは釈尊の滅後百五十年あるいは二百五十年たってからアショーカ王がスリランカに仏教を広めたときに渡ったものが基本となっていると考えられている。現在残っているパーリの「阿含経」がそれである。その時点でなんらかの文書のかたちになっていたかどうかもわかっていない。その前後までは口承されていたと考えられている。ともかく現在はその中でどれは一番古いもので、それが釈尊のことばの歴史的、物理的に近いであろうかという研究がなされている。釈尊の直説と断定できるものは何もないのである。

            一方、歴史を経て、釈尊のさとりや、出会ったもの、またそのさとりの世界が新たな経典として生まれていった。これが大乗仏教運動である。これは紀元前後あるいは後一世紀ごろに始まったと考えられる。釈尊滅後四百年あるいは五百年を経て生まれてきた新しい流れである。その中で浄土教も生まれてきた。

            さて、この新しい仏教の表現、大乗仏教はもう一つ前の段階、「ジャータカ」に遡ることができる。それについて検討したい。