28/02/2016

自力のかたち 第2話 - Os Aspectos do Jiriki (Auto Poder) Parte 2




Rev. Futoshi Takehashi - Shaku Kôshû (Vice-Superior do Templo Hôen-ji Hokkaido Japão)
Março de 2006

Originalmente série de palestras radiofônicas do site oficial do Honzan

            Bom dia.
            Anteriormente havia comentado que o Jiriki é a mente discriminatória - é o pensar - e ainda que este é o "eu que existo". Hoje, gostaria de falar um pouco sobre como isso ocorre.
            Na indagação "será que existe algum valor no fato de eu estar vivo?" há aqui, um grande mal entendido. Isso sim pode ser considerado uma moléstia advinda do fato de se ser humano, ou seja, sermos fundamentados no Jiriki. Existe um eu que vê o eu. Um eu que me vê e pensa: "existe ou não algum valor em estar vivo?", existe um eu que observa eu mesmo.
No mundo em que vivemos, isso é dizer que podemos pensar todas as coisas com objetividade. Ao nascermos, tudo é indistinto, mas conforme somos submetidos na aprendizagem das palavras, de repente, passamos a dizer "minha vida", "minha existência", "meu corpo" e  o "eu que vê" passa a ser senhor absoluto do "eu que é visto". Isso é inevitável.
            É óbvio, mas somente os seres humanos é que possuem tal capacidade. Há uma corrente de pensamento que afirma que essa capacidade foi obtida pelo fato de encararmos a morte. Em outras palavras, quando vemos uma pessoa morta e compreendemos que "esta pessoa não existe mais", neste mesmo instante, simultaneamente ocorrem o nascimento e a descoberta de que "esta pessoa está morta" e "o eu que compreende isso". É o Ego, ou seja, o eu e o mundo nascem ao mesmo tempo. No Budismo é chamado de "Ga" (
) e "Gasho" (我所), ou seja, "o eu" e "o meu".
            Na verdade, aqui ocorre mais um fato simultâneo: "o eu que vê o eu que compreende que essa pessoa está morta". Ou seja, "o eu que percebe que também vai morrer", o eu que se vê como uma parte do mundo. Enfim, objetivamente, é o nascimento do eu que vê o eu, do lado de fora.
Deste ponto é que nasce questionamentos como: "afinal, o que é o eu?", "minha vida tem algum valor?" Esse é o aspecto do Jiriki.
           
No Budismo existe uma importante palavra: "higeman" 卑下慢 (Humildade crônica).  "Hige" 卑下 significa desprezo, depreciação. E "man" compõe a palavra "jiman" 自慢 (orgulho), significando presunção. O Budismo considera que deprimir-se com uma auto avaliação depreciativa, nada mais é do que vaidade. Como disse antes, o fato de poder refletir sobre sua condição, mesmo que menosprezando-se, é o que nos torna humanizados, capazes de produzir toda prosperidade e progressos atuais.
            Porém o Budismo diz que isso é presunção. Porque será? Penso que é o seguinte. Quem é o agente que se define: "sou um fracassado"? Se esse agente é capaz de definir-se como "fracassado", é necessário que exista um outro alguém separado e que conheça o que é o correto. E esse outro alguém, na verdade, não existe além ou fora de mim mesmo. Por esse motivo não pode ser considerado como autoavaliação. O eu toma como régua, ou critério de medida próprios do que é bom e o que é mau e sai julgando a si mesmo e o mundo.
            Dizendo "sou um fracasso" o "eu correto" que compreende isso, acaba por  reivindicar a sua existência. Por isso trata-se de vaidade, de presunção. Por mais que sinta-se decaído por um lado, existe um "eu correto" desprezando e diminuindo o eu fracassado. Portanto, isso é presunção.  E isso é autorreflexão, ou seja, mesmo compreendendo que não passa de uma manifestação do Jiriki, o eu que assim compreende, nasce do lado de fora, e apenas está observando. O eu correto que entende por si mesmo como um ser fracassado, nasce incessantemente do lado de fora. Neste ponto não é possível afastar-se do próprio entendimento. Isto, em se tratando de ser humano, é uma doença. É o Jiriki, é a mente discriminatória.
            O conteúdo da vida que vivemos é "o eu". Não existe outro. Mesmo assim, nos equivocamos pensando que podemos aceitar ou não essa premissa, essa é a manifestação do Jiriki humano. Isso não se encaixa no tema "Agora a Vida Vive Você", e sim na fórmula "eu, é que vivo a vida".


竹橋 太師 - 釋孝修(北海道教区 法圓寺副住職)
第2話 自力のかたち その2 [2006.3.]

おはようございます。先回は自力とは分別――考えること――である、ということ、また、それは「わたしがいること」であるというお話をいたしました。今日はその有り方を、少しお話したいと思います。
「私に生きている価値はあるのでしょうか」、こういう問いがあります。ここには大きな誤解があります。それこそが人間であるという病い、つまり自力に基づ いているのです。私を見ている私がいるのです。私を見て「生きる価値があるかどうか」と考えている、自分自身を見ている私がいるのです。それを世の中の言 葉では、「客観的に」物事を考えることができると言うのです。生まれたときには別ではなかったものが、言葉を覚えるにしたがって、いつの間にか「わたしの いのち」「わたしの人生」「わたしの体」というように、「見ている私」が、「見られている私」の主人になるのです。これは避けられないことです。
当たり前のことですが、こういう力を持っているのは人間だけです。この力は死を目の前にして得られたという考え方があります。つまり、死んだ人を見て「こ の人は亡くなっている」とわかったとき、それは同時に「この人は亡くなっている」と「わかったわたし」が生まれた・発見されたということになるのです。自 我、つまりわたしと世界は同時に誕生するのです。仏教ではそれを我と我所、つまり「わたし」と「わたしのもの」と言います。
実は、そこにはもう一つの事件が同時に起こっています。それは、「この人は死んでいるとわかったわたし、を見ているわたし」、つまり「自分も死ぬのだと知 るわたし」、自分自身をも世界の一部として見る、つまり、客観的に外から自分を見る自分が生まれたということです。そこから先の問いが生まれます。「自分 とは一体何か」「自分の人生に価値があるのか」と。これが自力のかたちです。
仏教には「卑下慢」という大事な言葉があります。卑下とは、さげすむという意味です。慢とは、「自慢」の「慢」で「思い上がり」ということです。仏教にお いては「自分はだめだと評価すること、落ち込むことが思い上がりである」ということです。いまお話したように「自分はだめだ」と反省できるのが人間である ことですし、それは実に、今の繁栄と進歩をもたらした人間の素晴らしい能力でもあります。しかし、仏教は、それを思い上がりであるというのです。なぜで しょうか。こういうことなのだと思うのです。「自分はだめだ」と言っているのは何者なのかということです。だめだと言える、ということは「正しさ」を知っ ている者が別にいなければなりません。その別の者、実はそれも自分以外にはおりません。だからそれは自己評価にすぎないのです。自分が善悪の物差しを持っ て、自分や世界を裁いているのです。「自分はだめだ」と言えば、それがわかっている「正しい自分」の存在が主張されることになってしまうのです。だから 「思い上がり」なのです。どれだけ落ち込んでも、片方では、自分をさげすみ、貶めている「正しい自分」がいるのです。ですから、それは思い上がりなので す。そしてそれが自己反省、つまり自力的あり方に過ぎないとわかったとしても、それをわかった自分が、その外側に生まれて、自分を眺めているだけなので す。自らがだめであるとわかった、正しい私が、どんどん外側に生まれるのです。どうしたところで「自分の思い」を離れることができない。それが人間であれ ば必ず持っている病い、自力であり分別なのです。
生きている人生の内容そのものが「わたし」なのです。他にはありません。それなのに、それを前にして受け入れる、受け入れられないと言うことができると 思ってしまっている誤解、それが人間の自力という有り方なのです。それは、「今、いのちがあなたを生きている」のではなくて、「わたしが、いのちを生きて いる」というあり方なのです

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