11/04/2016

第5話 自力のかたち 生死2 Os Aspectos do Jiriki: Nascimento-e-morte 2 - parte 5



Rev. Futoshi Takehashi - Shaku Kôshû (Vice-Superior do Templo Hôen-ji Hokkaido Japão)
Tradução: Revª. Sayuri Tyō Jun
(Abril-2006)

Originalmente série de palestras radiofônicas do site oficial do Honzan

Bom dia.
Na palestra anterior, falei sobre a proposição tanto do Buda Shakyamuni quanto do Mestre Shinran, que é: "Um Caminho para se sair do nascimento-e-morte". A palavra para nascimento-e-morte - Shôji" 生死em japonês escreve-se com os Kanji nascer (viver, brotar) e morrer. Porém, a questão aqui é o porquê do nascimento-e-morte equivaler ao sofrimento e também de que maneira ele se forma. Além de outro ponto importante a respeito da atual concepção de vida e morte em que "tudo acaba com a morte", e como esta visão também é ilusória.

Na verdade, como disse há pouco, a causa está no fato de não conseguirmos aceitar a própria vida, observando de fora, na posição de críticos de si mesmos e da própria existência.
Também afirmei que esta é a própria condição de se ser humano.
Contrapondo-se ao ‘eu’ fadado a morrer, existe o ‘eu’ que não aceita a própria morte, que não consegue aceitar a própria vida que já contêm em si a morte.
E assim, desejando nos salvar desta condição, queremos adiar a morte ou estender ao máximo a vida para o futuro, dando início ao pensamento de nascimento-e-morte - Samsara. Ou seja, é o pensamento de reencarnar depois da morte. Essa é a forma do ‘eu’ odiar o próprio ‘eu’ que inevitavelmente morrerá. Trata-se de um esforço em vão do ‘eu’ que vê sua própria condição e procura conservar sua existência de alguma maneira. Mas este pensamento, dependendo do sentido, poderia trazer em si, uma parte da salvação.

Entretanto, surge deste ponto a questão de como se obter uma boa reencarnação.  O nascimento-e-morte - Samsara que antes eram os meios, acabam tornando-se o objetivo. Ou seja, surge o pensamento de que a conduta durante a vida neste mundo é que definirá as circunstâncias da outra vida. É o pensamento de que aqueles que realizaram boas ações, nascerão em boas circunstâncias. Aqui neste ponto, podemos sentir a escuridão do ser humano indubitavelmente desejoso de recompensações. Desta forma, enquanto vivos, será que existirá alguém que não cometa o mal? Se colocarmos a mão no nosso peito e pensarmos, nós saberemos a resposta.
Assim com o Samsara como objetivo, inicia-se um modo de vida atado ao próprio Samsara.

O nascimento-e-morte - Samsara como maneira de aceitar a própria existência, tem mais um direcionamento. Como descrevi há pouco, uma das direções é voltada para o futuro. E a outra direção é a que leva a regressar ao passado, a fim de aceitar as circunstâncias do presente. Isso torna-se Fatalismo, também é chamado de Shivaísmo, e Shiva é um deus onipotente.  Ainda também é reconhecido como uma das teorias equivocadas sobre a influência do Karma na próxima vida, a chamada doutrina herética Pûrvakrta-hetu.

Nota da tradutora: Sobre Pûrvakrta-hetu, em japonês Shukusain Gedô 宿作因外道, em correspondência pessoal com o autor, ele faz as seguintes colocações:
As 3 Teorias Heréticas são: 1) 自在天外道 (Jizai-ten Gedô) Isvaranirmana-hetu. Teoria que concentra os deuses hinduístas, Ishvara (como o Senhor e Supremo Controlador) e a salvação num conceito só. Deus, especificamente Shiva é quem determina tudo, ou seja o destino é determinado por outrem, no caso, por um Deus.
2) 宿作因外道 (Shukusain Gedô) Purvakrta-hetu.
Significa que o condicionamento kármico é o próprio passado. Ou seja, os fatos que ocorreram na vida passada é que determinam os acontecimentos do presente e do futuro. Você mesmo é a causa, a origem. Trata-se do conceito da Teoria do Fatalismo (concepção de que o mundo e todos os acontecimentos são predeterminados e irrevogáveis, não podendo ser controlados ou influenciados pela vontade humana).
3) 無因無縁説 (Muin Muen Setsu) Ahetu-apratyaya. Tudo é casualidade, acidental.
Considerando-se as circunstâncias do próprio presente e passado, pressupondo o eu e o outro substancialmente: Teoria 1=dependência do outro; Teoria 2=dependência em si mesmo; Teoria 3=nem o eu nem o outro são causas.  
Referências: Anguttara Nikaya 3-Sutra 61 (Anexo 1)
Samyutta Nikaya 12-Sutra 18 (Anexo 2)

Também se diz que o Pûrvakrta-hetu é uma visão incorreta da teoria do Karma de vidas passadas como originador do Karma atual.
O indivíduo aceita sua condição atual, atribuindo tudo às decisões de um deus ou pelos acontecimentos do passado. A vida humana, necessariamente não ocorre como pensamos que deveria ser. Há uma variedade de diferenças.

Buscando razões na vida passada ou em um deus, procuramos de algum modo, aceitar a nós mesmos. Este modo de pensar, seja pelo bem ou pelo mal, está permanentemente próximo de nós. Queremos aceitar de alguma maneira as vidas que nos foram atribuídas. Porém, aqui percebemos o apego absurdo em relação à nossas próprias vidas, podemos perceber ainda, toda obscuridade do ser humano.

Volto a repetir: O problema aqui está em contemplar a própria vida toda do lado de fora, classificando tudo em bom e mau. O “eu” que observa, distancia-se do “eu” considerado inadequado por não ser como pensamos que deveria ser e o abandonamos. Esta é exatamente a estrutura do Jiriki, a estrutura discriminativa. Dentro disso tudo, podemos afirmar que seja uma vida passada, seja deus ou o próprio juízo de valores, tudo não passa de uma extensão do “eu que observa”. Pela ótica budista é a existência do “eu iludido” que acaba distanciando-se do “Não-Eu”.
Deste ponto é que se origina o nascimento-e-morte, nasce o Samsara. O mesmo vale para a concepção de que a morte é o fim de tudo: É não compreender que o “eu que observa” está dividido.

Somos levados a pensar sobre o mais profundo desespero apontado nesta nossa vida que é o conceito de uma vida limitada a uma única existência. Não compreendemos que cremos no “eu” que observa a vida de fora, mesmo apegando-se, mesmo que em desespero. Este “eu” amarrando-se em si mesmo é a configuração da discriminação, esta é a verdadeira identidade do Jiriki. O ser humano, a partir de sua própria estrutura não é capaz de capturar a totalidade da existência de si mesmo. O ser humano é rompido ao meio de acordo com sua mente discriminativa. Mesmo estando ciente de seu rompimento, não consegue permanecer no lugar e acaba postando-se sempre do lado do “eu que observa”. Para nós, resta-nos apenas o Jiriki. Acho que aqui encontra-se o verdadeiro significado de que somos todos maus, que somos todos “Akunin”.








Anexo 1
Anguttara Nikaya 3-Sutra 61

Neste Sutra intitulado "Sectários", o Buda dirige-se aos seus discípulos e prega sobre a existência de 3 tipos de associações sectárias de brâmanes e ascetas a qual o Buda refuta totalmente.
A primeira associação sectária afirma que toda experiência pessoal tem como causa as ações passadas. E neste caso, pode-se afirmar que é devido aos fatos passados que levam estas pessoas a cometer atos como "destruir vidas, tomar o que não é devido, satisfazer-se com atividades sexuais, dizer falsidades, proferir discursos separatistas, falar rudemente, regozijar-se com fala fútil, ser cheio de desejos, ter má vontade, mantendo o entendimento incorreto".
Mas o Buda refuta esta afirmação dizendo que se essas pessoas retrocederem às suas ações passadas considerando-as verdades essenciais, não existe nenhum desejo de fazer o que deve ser feito e evitar o que não deve ser feito, e nem fazer esforço nesse sentido, e uma vez que eles não apreenderam como verdadeiro e válido tudo o que deve ou não ser feito, permanecem em estado de confusão mental e não se resguardam. Sendo assim essas pessoas não poderiam legitimamente se auto designar "ascetas".

O segundo grupo inquirido pelo Buda afirma que toda experiência pessoal decorre da ação criativa de Deus. O Buda pergunta as ascetas e brâmanes que assim creem, se neste caso, qualquer que seja a experiência da pessoa, mas se ele cometer um assassinato pelo ato de criação de um ser superior... Mas quando essa pessoa retrocede ao ato criativo de Deus considerando-a uma verdade essencial, não existe desejo nem esforço (em pensamento) para fazer o que deve ser feito ou deixar de fazer o que não deve ser feito, conseguir sem distinguir a verdade e a realidade, permanece em estado de confusão mental e não se resguarda. Sendo assim essas pessoas não poderiam legitimamente se auto designar "ascetas".

O terceiro grupo sectário afirma que toda experiência pessoal, independentemente de sua experiência, não tem uma causa ou condição. O Buda refuta mais uma vez os membros do grupo sectário, afirmando que se estes considerando verdade essencial a ausência de causas e condições para a formação da experiência pessoal, retrocedendo às suas ações passadas, não existe nem desejo nem esforço... e não podem legitimamente designar-se "ascetas".
E diante do Dharma incontestável, imaculado, perfeito, sem críticas por ascetas e sábios brâmanes ensinado pelo Buda, os ascetas permanecem sem ação.
E qual seria esse Dharma? São os 6 Elementos, as 6 Bases de Contato, os 18 Exames Mentais e as 4 Nobres Verdades.
Os 6 Elementos são: terra, água, fogo, ar, espaço e consciência.
As 6 Bases de Contato são: olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e a mente.
Os 18 Exames Mentais: Vendo um forma através do olho, examina-se uma forma que pode atuar como base para a felicidade, para a infelicidade e a equanimidade.  Ouvindo um som com o ouvido... Cheirando um odor com o nariz... Sentindo o sabor com a língua... Tocando um objeto tátil com o corpo... Conscientizando-se com de um fenômeno mental com a mente, examina-se uma forma que pode atuar como base para a felicidade, para a infelicidade e a equanimidade.
As 4 Nobres Verdades: Em dependência aos 6 Elementos, estabelece-se um (futuro) embrião. Ocorrendo o estabelecimento, surge o nome-e-eforma; com o nome-e-forma como condição, surge as 6 Bases dos Sentidos; com as 6 Bases dos Sentidos como condição, surge o contato; com o contato como condição, surge a sensação. Para os que experimentam as senseções eu proclamo:  isso é sofrimento, e que essa é a origem do sofrimento, e essa é a cessação do sofrimento, e esse é o caminho  que conduz para a cessação do sofrimento.

E o que é a nobre verdade do sofrimento? O nascimento, o envelhecimento, a doença, a morte, tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento. Não obter o que se deseja é sofrimento. Enfim, os 5 agregados sujeitos ao apego são sofrimento.

E qual a nobre verdade da origem do sofrimento?
Com a ignorância como condição, surgem as atividades volitivas.
Com as atividades volitivas como condição,  a consciência.
Com a consciência como condição, o nome-e-forma.
Com o nome-e-forma como condição, as seis bases dos sentidos.
Com as 6 bases dos sentidos, o contato.
Com o contato como condição, as sensações.
Com as sensações como condição,  o desejo.
Com o desejo como condição, o apego.
Com o apego como condição,  a existência.
Com a existência como condição, o nascimento.
Com o nascimento como condição, o envelhecimento e a morte, tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero surgem. Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento.

E qual a nobre verdade da cessação do sofrimento?
Com o desaparecimento e cessação da ignorância, cessam as atividades volitivas.
Com a cessação das atividades volitivas, cessa a consciência.
Com a cessação da consciência, cessa o nome-e-forma.
Com a cessação do nome-e-forma, cessam as 6 bases de contato.
Com a cessação das 6 bases de contato, cessa o contato.
Com a cessação do contato, cessa a sensação.
Com a cessação da sensação, cessa o desejo.
Com a cessação do desejo, cessa o apego.
Com a cessação do apego, cessa a existência.
Com a cessação da existência, cessa o nascimento.
Com a cessação do nascimento, cessam o envelhecimento e morte, sofrimento, lamentação, dor, tristeza e angústia. Essa é a cessação de toda essa massa de sofrimento.

E qual é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento?
É apenas a nobre Óctupla Senda: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.

(Referência bibliográfica: The Numerical Discourses of the Buddha - A translation of the Aṅguttara Nikāya by Bhikkhu Bodhi - Wisdon Publications - Boston - 2012 - p.266 a 270

Anexo 2
Samyutta Nikaya 12 Sutra 18
Sutra denominado "Timbaruka"

O seguinte diálogo ocorre em Savatthi (1) entre o Buda e o andarilho errante Timbaruka.
- Mestre Gotama, o prazer e a dor são criados pela própria pessoa?
- Não, Timbaruka. Respondeu O Abençoado.
- Então Mestre Gotama, o prazer e a dor são criados pelos outros?
- Não, Timbaruka. Respondeu O Abençoado.
- Então como é Mestre Gotama, o prazer e a dor ambos são criados pela própria pessoa e pelos outros?
- Não, Timbaruka. Respondeu O Abençoado.
- Então Mestre Gotama, o prazer e a dor surgem fortuitamente, criados nem por si nem por outro?
- Não, Timbaruka. Respondeu O Abençoado.
- Então Mestre Gotama, não existe nem prazer nem dor?
- Não é que não há prazer e dor, Timbaruka. O prazer e a dor existem.
- Então Mestre Gotama não conhece nem vê o prazer e a dor?
- Não é que eu não conheça nem veja o prazer e a dor, Timbaruka.  Eu conheço o prazer e a dor, eu vejo o prazer e a dor.
- Se lhe é perguntado: como é Mestre Gotama: o prazer e a dor são criados por nós mesmos? ou são criados pelos outros? ou são criados por ambos? ou não é criado por nenhum? em todos os casos respondes "Não Timbaruka".  Se lhe é perguntado se não existe nem prazer nem dor? respondes que existe prazer e dor. Se lhe é perguntado se não conheces nem vês o prazer e a dor, respondes que conheces e vês o prazer e a dor. 
Venerável Senhor, O Abençoado, explique-me sobre o prazer e a dor. Que O Abençoado me ensine sobre o prazer e a dor.
- Timbaruka, (se alguém pensa) que o sentimento e aquele que sente que são os mesmos, (2) (então afirma) fazendo referência a alguém já existente desde o início: o prazer e a dor são criados por nós mesmos. Eu não falo assim. Mas Timbaruka, (se alguém pensa) que o sentimento é um, e o que sente é outro, (3) (então afirma) com referência a um acometido pelo sentimento: o prazer e a dor são criados pelos outros. Eu tampouco falo assim. Sem voltarmo-nos para qualquer um destes extremos, o Tathagata ensina o Dharma do meio: Com a ignorância como condição, surgem as atividades volitivas (vir a ser).
Com as atividades volitivas como condição, a consciência.
Com a consciência como condição, o nome-e-forma.
Com o nome-e-forma como condição, as seis bases dos sentidos.
Com as 6 bases dos sentidos, o contato.
Com o contato como condição, as sensações.
Com as sensações como condição,  o desejo.
Com o desejo como condição, o apego.
Com o apego como condição,  a existência.
Com a existência como condição, o nascimento.
Com o nascimento como condição, o envelhecimento e a morte, tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero surgem. Tal a origem de toda essa massa de sofrimento.
Com o desaparecimento e cessação da ignorância, cessam as atividades volitivas.
Com a cessação das atividades volitivas, cessa a consciência.
Com a cessação da consciência, cessa o nome-e-forma.
Com a cessação do nome-e-forma, cessam as 6 bases de contato.
Com a cessação das 6 bases de contato, cessa o contato.
Com a cessação do contato, cessa a sensação.
Com a cessação da sensação, cessa o desejo.
Com a cessação do desejo, cessa o apego.
Com a cessação do apego, cessa a existência.
Com a cessação da existência, cessa o nascimento.
Com a cessação do nascimento, cessam o envelhecimento e morte, sofrimento, lamentação, dor, tristeza e angústia. Essa é a cessação de toda essa massa de sofrimento.
Quando isso foi dito, o asceta nu (4) Timbaruka disse para O Abençoado: Magnífico, Mestre Gotama! Mestre Gotama esclareceu o Dharma de várias formas, como se tivesse colocado em pé o que estava de cabeça para baixo, revelasse o que estava escondido, mostrasse o caminho para alguém que estivesse perdido ou segurasse uma lâmpada no escuro para aqueles que possuem visão pudessem ver as formas.
Eu tomarei refúgio no Mestre Gotama, no Dharma e no Sangha. A partir de hoje Mestre Gotama irá se lembrar de mim como um discípulo leigo que tenha vindo buscar refúgio para a vida.

Nota 1: Sravasti, Índia
Nota 2: Idéia de Eternalismo Purvakrta-hetu: o condicionamento kármiko é determinado pelo passado.
Nota 3: Ahetu-Apratyaya: tudo é casualidade.
Nota 4: Provavelmente um jainista.


Referência: The Connected Discourses of the Buddha - A Translation of the Saṃyutta Nikāya by Bhikkhu Bodhi - Wisdon Publication - Boston - 2000 pp. 548-549

Detalhe da Roda da Vida


第5話 自力のかたち 生死2 [2006.4.]

竹橋 太(北海道教区 法圓寺副住職

おはようございます。前回はお釈迦さまの課題も、親鸞さまの課題も「生死出づべき道」である、ということをお話しました。生死とは生まれ死ぬと書きます。 ところで、そこで問題になるのは、なぜ、生死が苦であるのか、また、生死とはどのようにできているのかということ、もう一つは現代の私たちの「死んだら終 わり」という「生死観」も迷いであるということでした。

実はそれは先に述べたように、自分自身やその人生を、評論家のように外から眺めて、自分の人生を受け取れないということが、原因となっているのです。それ が人間であるということであるとも話しました。自分自身が死ぬということに対して、死ぬ自身を受け入れられない、死を持った自分の人生を受けとることがで きないのです。そうして、そこからの救いを求め、死を先送りし、生を未来に続けるために考え出されたのが生死・輪廻です。つまり死んでは生まれかわるとい う考え方なのです。それは自分で、死ぬ自分を嫌う有り方です。そうしてそれを見ている自分を何とか温存したいというむなしい努力なのです。しかし、その考 え方はある意味では、救いになっていた部分もあったでしょう。

ところが、今度は、よい輪廻をするということが問題になってくるのです。手段であった生死・輪廻が目的になってしまうのです。つまり、この世に生きている 間の行いが、次の世での境遇を決めるという考え方が現れてくるのです。善い行動をしたものがよい生まれになるという考え方です。そこには、必ず報いが欲し いという人間の暗さが感じられます。そうなると、生きている間に、悪を行わない人はいるでしょうか。胸に手を当てて考えてみたらわかります。そこで輪廻を 目的とした、輪廻に縛られる生き方が始まるのです。

自分の人生を受けとる方法としての生死・輪廻には、もう一つの方向があります。一つは今述べた未来への方向、もう一つは今の境遇(きょうぐ)を受け入れるための過去に 遡る(さかのぼる)方向です。それは運命論になります。それは自在天外道と呼ばれたり、自在天とは万能の神のことです、また、誤った宿業論である宿作因外道などとよばれ ています。「神様が決めてしまっているから」とか「過去の行いで決まってしまっているから」という形で、みずからの今のあり方を受け入れていくものです。 人生は必ずしも思うとおりになりません。さまざまな違いがあります。

その理由を過去の生涯や神様に求めて、何とか自分を納得させようとするのです。こうい う考え方は、手を変え品を変え、途切れることなく、いつも私たちのそばにあります。何とか自分の人生を受け入れたいのです。しかし、そこには自分の人生に 対する無理な執着が感じられますし、やはり人間の暗さが感じられてしまいます。

繰り返しますが、ここで問題なのは、すべて自分の人生を外から眺めて、善い悪いと言っているありかたです。見ている自分が、思うとおりにならない自分と分 かれて、それを見捨てているあり方です。まさに自力の構造、分別の構造です。その中で過去の生涯といっても神様といっても自分自身の価値観、つまり「見る 自分」の延長にしか過ぎません。それは仏教から言えば無我から離れた「迷いの我」が有るということです。そこから生死・輪廻が生まれるのです。死んだら終 わりというのも同じです。見る自分が分かれてしまっていることは、変わらないのです。

人生はこの生涯だけというのは、この人生へのより深い絶望が示されて いると考えることもできるでしょう。執着しても絶望しても、この人生を、外から眺めている自分を信じているということは変わらないのです。自分自身に自分 が縛られてゆく、これが分別であり自力の正体です。人間は、構造上、自分自身の存在全体を受け止めることができないのです。分別によって引き裂かれている のです。引き裂かれていることを知っても、そこにとどまりきれずに、常に見る自分の側に立ってしまう。私たちには自力しかない、悪人であるという言葉の意 味はここにあるのでしょう

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